Portugueses conhecem doenças oncológicas através dos meios de comunicação

Estudo da Sociedade Portuguesa de Oncologia

09 dezembro 2011
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O conhecimento dos portugueses sobre o cancro deve-se mais aos meios de comunicação e aos familiares e amigos do que aos profissionais e instituições de saúde, segundo um estudo da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO).

 

O estudo “Grau de conhecimento, percepções e comportamentos face às doenças oncológicas” indica que a televisão surge como a fonte primordial para conseguir informações sobre as doenças oncológicas, seguindo-se os familiares e amigos, os jornais, a internet e os folhetos informativos.

 

Os centros de saúde e hospitais são fontes de informação sobre os cancros para 30,3% dos inquiridos, enquanto os profissionais de saúde são fonte para 29% dos que participaram no inquérito. Quase 60% dos inquiridos afirmaram que não costumam pesquisar proactivamente informações sobre cancros. De entre aqueles que pesquisam (41,1%), a internet constitui o principal meio de referência, sendo mesmo utilizado por mais de três quartos destes inquiridos.

 

O estudo – que foi realizado com base em 1.281 inquéritos – revelou ainda que “os portugueses têm uma ideia desfasada da realidade oncológica nacional”.

 

Apesar de se considerarem “muito bem”, “bem” e “razoavelmente informados” sobre as doenças oncológicas (70,8%), quando questionados sobre quais os tumores com maior incidência em Portugal os inquiridos apontaram o cancro da mama como o mais frequente (46,4% dos inquiridos), seguido do cancro do pulmão (15,4%), colorrectal (6,2%), leucemia (4,8%), cancro da próstata (3,4%), do colo do útero (2,7%), da pele (2%), linfoma (1,5%) e cancro da tiróide (0,3%).

 

Isto apesar de os dados do Registo Oncológico Nacional de 2005, referentes aos tumores com localizações comuns aos dois sexos, concluírem que o mais frequente é o cancro colorrectal (com uma taxa de 42,76 por 100 mil pessoas/ano), seguido dos cancros de mama (40,67/100 mil), da próstata (34,20/100 mil), pele (20,12/100 mil), brônquios e pulmão (20,10/100 mil) e estômago (19,93/100 mil).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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