Portugueses com mais de 50 anos com insegurança alimentar

Estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública da UP

13 setembro 2019
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Um em cada seis adultos portugueses com mais de 50 anos vive num agregado familiar com insegurança alimentar, avança um estudo realizado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.
 
Em declarações à agência Lusa, a investigadora Isabel Maia explicou que o estudo visava compreender a "prevalência e os determinantes" da insegurança alimentar, assim como "as suas consequências".
 
A insegurança alimentar pode descrever-se como o "acesso limitado" ou "incerto", devido a restrições económicas, a alimentos nutricionalmente adequados para uma alimentação saudável e diária.
 
Para determinar este índice, os investigadores recorreram a dados da coorte EPIPorto (um estudo populacional do ISPUP que avalia, há 20 anos, os determinantes de saúde da população adulta que reside no Porto), sendo que nesta investigação participaram 604 indivíduos, com idades entre os 50 e 90 anos.
 
Segundo a investigadora, este estudo permitiu concluir, com base numa "série de questões", que 16,6% dos indivíduos pertenciam a um agregado familiar em que existia insegurança alimentar.
 
"Aquilo que nós verificámos foi que as mulheres, os indivíduos que tinham menor escolaridade, os que não eram casados, os indivíduos que tinham uma perceção do rendimento do agregado familiar como insuficiente e aqueles com profissões menos qualificadas apresentavam maior risco de insegurança alimentar", salientou.
 
À Lusa, Isabel Maia disse que esta investigação poderá ser bastante "importante", uma vez que, ao evidenciar quais são as populações mais vulneráveis à insegurança alimentar, pode servir de suporte científico para decidir estratégias.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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