Portugueses abdicam da compra de óculos ou ida ao dentista

Dados do estudo "Acesso, avaliação e atitudes da população portuguesa"

12 julho 2009
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As dificuldades financeiras são a razão por que duplicou, nos últimos sete anos, o número de portugueses que não comprou óculos ou não foi ao dentista, segundo o estudo denominado “Acesso, avaliação e atitudes da população portuguesa”, ao qual a agência Lusa teve acesso.

 

Para o estudo, Manuel Vilaverde Cabral contou com a participação de 3.039 portugueses aos quais foi solicitado que respondessem a um questionário sobre se abdicaram no último ano de comprar medicamentos e óculos, ou deixaram de ir a consultas médicas e ao dentista ou, ainda, se deixaram de realizar meios complementares de diagnóstico, por não poderem suportar os seus custos.

 

De acordo com o estudo, a percentagem de inquiridos que referem não ter recorrido ao dentista ou que não compraram óculos duplicou, tendo passado de 10,4% para 20% e de 8,3% para 14,7%, respectivamente, entre 2001 e 2008. O estudo revelou ainda que se assistiu a um aumento (de 84,8% em 2001 para 89,9% em 2008) na utilização do Serviço Nacional de Saúde por via directa e, por oposição, se assistiu a uma diminuição de utentes que acedem a cuidados de saúde através dos subsistemas de saúde existentes.

 

Relativamente à percentagem de detentores de seguros de saúde, ela mantém-se estável, contudo, qualitativamente diferente, tendo subido consideravelmente a posse de seguros pessoais (57,3% em 2001, para 80% em 2008), em detrimento dos seguros de empresas e dos seguros colectivos, que quase desaparecem, passando de 44,1% para 2,4%.

 

Quanto à acessibilidade dos utentes aos cuidados de saúde, o estudo indicou que, em 2008, mais de metade dos portugueses (58,1%) estava a menos de dez minutos de distância do centro de saúde da sua área de residência; em 2001 só 52,8% tinha essa proximidade em relação ao centro de saúde.

 

A necessidade de recorrer a uma especialidade médica inexistente no hospital da região passou a ser mais comum em 2008 (tendo subido de 11,1% para 16,9%), em particular nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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