Portuguesa recebe Prémio Europeu do Jovem Investigador

Prémio atribuído pela "Association pour la Recherche sur Alzheimer"

20 janeiro 2015
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A investigadora portuguesa Rita Guerreiro recebeu ontem o prémio "Prix Européen Jeune Chercheur" (Prémio Europeu do Jovem Investigador).
 

A cientista da University College London, no Reino Unido, foi selecionada pelo trabalho sobre as mutações do gene TREM2, que parece ser um possível fator de risco da Doença de Alzheimer e de outras doenças degenerativas como a Demência Frontotemporal.
 

A votação foi realizada por um comité científico europeu e o prémio é atribuído pela "Association pour la Recherche sur Alzheimer" (Associação para a Investigação sobre Alzheimer), criada em 2004, em França, e dedicada à pesquisa sobre a doença.
 

"Isto é um prémio que vem reconhecer o trabalho que temos desenvolvido nestes últimos tempos e é também uma motivação muito grande para o futuro. É um prémio que foi atribuído, por votação, por outros investigadores e, portanto, é um reconhecimento pela comunidade científica internacional", disse à agência Lusa Rita Guerreiro.
 

A investigadora referiu que "é um prémio que reflete todo o trabalho de uma equipa" nos últimos dez anos. "É muito gratificante vermos que uma descoberta que nós fizemos - que não está tão diretamente associada com o doente, mas que claramente levou a um melhor conhecimento da doença - está neste momento a fazer com que haja investigação mais aplicada, principalmente em termos de fármacos que se estão a basear nestas descobertas", continuou a investigadora.
 

O prémio é de dez mil euros, um montante que pretende "apoiar e encorajar um jovem investigador que tenha projetos de investigação prometedores", de acordo com a página da internet da associação.
 

"É sempre dinheiro essencial para conseguirmos manter o laboratório a funcionar e vai ser essencial para conseguirmos continuar os estudos que temos estado a desenvolver", explicou a investigadora de 34 anos, acrescentando que o laboratório continua a "estudar famílias com doenças raras".
 

Rita Guerreiro saiu de Portugal em 2006 e não pensa regressar porque "na mesma área será muito difícil", ainda que gostasse "muito".
 

"Os apoios à ciência são cada vez menores e para fazer trabalhos deste género é necessário um investimento muito grande, os projetos são muito caros, manter um laboratório custa muito dinheiro - especialmente na área da genética - e é necessário estar ligado a grupos e a instituições com uma grande capacidade financeira. Eu diria que seria quase impossível fazer o mesmo tipo de trabalho em Portugal", concluiu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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