Português vai estudar relações entre a linguagem e a música

José Morais lidera projecto de quatro equipas científicas

22 fevereiro 2003
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O cientista português José Morais, há anos consultor do Governo francês para o combate à iliteracia, é co-autor de um projecto a nível intercontinental que vai estudar a relação entre a linguagem e a música.
 

 

José Morais explicou à Agência Lusa, em Bruxelas, que o projecto envolve quatro equipas de cientistas (belgas, alemães, franceses e canadianos) e vai ser apoiado financeiramente durante três anos pela organização internacional «Human Frontiers Science Program» (Programa na Fronteira das Ciências Humanas ou HFSP, sigla em inglês).
 

 

A HFSP é uma organização internacional - com sede em Estrasburgo - fundada em 1989 no âmbito do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo), a que se associaram a União Europeia e a Suíça, para criar redes de investigação entre os vários continentes.
 

 

José Morais, professor de Psicologia e director da Unidade de Investigação em Neurociências Cognitivas da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), é co-autor daquele projecto com a cientista e psicóloga belga Regine Kolinsky.
 

 

O casal, que tem três filhos, pretende estudar a relação entre a linguagem e a música numa base neurocientífica a partir de duas posições teóricas opostas: uma interaccionista (nível perceptivo-cognitivo), outra modularista (que privilegia o envolvimento das estruturas cerebrais).
 

 

José Morais, que dirigiu o Laboratório de Psicologia Experimental da ULB durante toda a década de 90, também participou recentemente nas experiências científicas realizadas pelo astronauta belga que esteve na Estação Espacial Internacional.
 

 

As experiências - as primeiras no domínio cognitivo realizadas no espaço - preparadas por José Morais visavam estudar o funcionamento cognitivo do sujeito e a sua interacção com o stress.
 

 

Com a realização de viagens interplanetárias no horizonte, José Morais e a sua equipa decidiram estudar a interferência do stress emocional no desempenho das actividades profissionais no espaço.
 

 

Os testes relacionavam comportamentos cognitivos e fisiológicos, envolvendo a realização de tarefas duplas e triplas (realizadas em simultâneo) que activavam diferentes mecanismos (identificação, memória) cerebrais do sujeito.
 

 

Fonte: Lusa
 

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