Português quer lançar rede social para pessoas com doenças raras

Patient Inovation vai abrir até final do ano

12 novembro 2013
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Um investigador da Universidade Católica portuguesa e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) pretende, até ao final do ano, lançar uma rede social para as pessoas com doenças raras.
 

“A rede está a ser montada e estão a ser convidados pacientes para integrar a plataforma e testá-la”, revelou à agência Lusa Pedro Oliveira. “Vamos certamente abrir a rede antes do fim do ano, estamos a tentar fazer um grande evento de lançamento, trazendo alguns dos nossos apoiantes, que incluem prémios Nobel”, acrescentou.
 

A nova rede social conhecida por Patient Inovation pretende ligar “pacientes e cuidadores com vontade de partilhar soluções que tenham funcionado e ajudado a lidar com a sua condição de saúde”, adiantou, referindo que a investigação feita até ao momento mostrou que muitos doentes crónicos acabam por encontrar uma solução para o seu caso.
 

“O grande problema é que depois essas soluções não se difundem”, disse Pedro Oliveira, admitindo ter constatado uma falha de mercado que está a tentar ultrapassar com a nova rede social.
 

Assim que abrir ao público, as pessoas poderão ter acesso a “uma coleção de tratamentos, terapias ou equipamentos médicos, alguns muito simples, outros sofisticados, que tenham sido desenvolvidos pelos próprios pacientes para lidar com a sua própria doença e que possam ser úteis para outras pessoas”, descreveu o investigador.
 

O projeto é liderado pela Universidade Católica em Portugal, mas tem alguns parceiros internacionais, nomeadamente o MIT em Boston, tendo ainda suscitado o interesse do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PUND), onde Pedro Oliveira esteve na semana passada a apresentar a plataforma.
 

A ideia surgiu a partir de uma experiência que Pedro Oliveira queria realizar, em conjunto com o também professor do MIT, Eric Von Hippele.
 

“Foi ele que começou a perceber que os utilizadores - muitas vezes pessoas como nós, que não estão em departamentos de desenvolvimento de novos produtos e serviços de organizações - frequentemente desenvolvem novas soluções, novos produtos, novos serviços com o objetivo de os utilizar” em benefício próprio e não de os vender, lembrou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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