Portugal vai acolher centro líder na investigação sobre cancro

Centro START ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte

02 julho 2018
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O terceiro centro líder na investigação sobre cancro e no desenvolvimento de novas terapêuticas START ficará instalado no Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), entrando em funcionamento em 2019, noticiou a agência Lusa.
 
Um memorando de entendimento e cooperação foi assinado entre o START - South Texas Accelerated Research Therapeutics e o CHLN, e poderá traduzir-se “no maior investimento estrangeiro feito alguma vez em Portugal, na área de ensaios clínicos oncológicos de Fase 1”.
 
Para o setor hospitalar, representa “uma oportunidade de parceria internacional e de contribuir, mais uma vez, para o prestígio e para a diferenciação do país”, disse à agência Lusa o presidente do CHLN, Carlos Martins, adiantando que o centro a instalar no CHLN será o primeiro de “Fase 1” em Portugal e o terceiro a nível da União Europeia. Os outros dois funcionam em Espanha.
 
Como benefícios desta parceria, apontou mais receitas, que servirão para “voltar a alavancar investimento” e políticas de inovação, atrair investimento e conhecimento, o envolvimento de 400 a 500 doentes neste processo dentro de cinco anos, além dos 25 a 30 milhões de euros de orçamento anual e da libertação de 10 a 15 milhões de euros em termos de receita para a instituição.
 
O diretor do departamento de Oncologia do Hospital de Santa Maria, Luís Costa, disse que é “grande orgulho” participar deste consórcio, mas também “uma grande responsabilidade”, porque o contributo terá de ser realizado com uma qualidade enorme para “não colocar qualquer risco no desenvolvimento dos medicamentos”.
 
“Em Portugal, o cancro continua a ser uma causa de mortalidade importantíssima e quando as pessoas morrem desta doença é porque os tratamentos que temos não são suficientes para resolver o problema do cancro”, disse o oncologista, contando que os doentes perguntam sempre aos médicos o que pode ser feito para conseguirem sobreviver.
 
A resposta é dada pela ciência que procura novos resultados na Fase 1, “onde se testam pela primeira vez os medicamentos para tentar encontrar novas soluções”, sublinhou.
 
“Espero que os nossos amigos americanos percebam bem que estão a fazer uma boa aposta num dos melhores países da União Europeia e que seguramente daqui por um ano ou dois anos vão estar muito satisfeitos e vão dizer que foi uma aposta ganha e uma aposta certa”, disse o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes à agência Lusa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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