Portugal tem poucos medicamentos inovadores

Estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica

04 fevereiro 2010
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Menos de um terço dos novos medicamentos que recebem autorização para entrarem no mercado da União Europeia chegam a Portugal, aponta a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) num estudo enviado ao jornal “Público”.

 

Segundo os dados referidos pelo mesmo jornal, o tempo médio de aprovação pelo INFARMED das novas substâncias em Portugal ultrapassa os 385 dias e existem mesmo casos em que ele pode chegar aos 600 dias. A lei estipula prazos que vão dos 45 aos 90 dias, adianta o estudo da Apifarma.

 

Citado pelo “Público”, fonte da assessoria de imprensa do INFARMED garantiu que “os doentes não deixam de ter acesso às substâncias inovadoras em avaliação, porque os médicos podem sempre pedir uma autorização de utilização especial, um recurso que tem sido utilizado em ‘centenas’ de casos e que demora poucos dias”.

 

A ministra da Saúde admitiu recentemente no Parlamento que há "atrasos" na autorização de medicamentos inovadores e comprometeu-se a rever a situação. Esta semana, a deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto denunciou a situação à Comissão Europeia (CE).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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