Portugal tem falta de aparelhos de radioterapia

Estudo publicado na “Lancet Oncology”

25 janeiro 2013
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Portugal tem uma aparente falta de aparelhos de radioterapia, segundo um estudo publicado na “Lancet Oncology”.
 

Neste estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, foram analisados os dados dos 1.286 centros de radioterapia europeus registados na base de dados da Diretoria dos Centros de Radioterapia, gerida pela Agência Internacional da Energia Atómica.
 

A radioterapia é um método de tratar o cancro com o objetivo de curá-lo, mas também é um método eficaz de aliviar os sintomas da doença nos casos mais avançados. Segundo o estudo agora publicado, entre 45 e 55% dos doentes com cancro requerem radioterapia e 20 a 25% precisam de mais do que uma série de tratamentos.
 

Tendo em conta estes dados, assim como o número de casos de cancro registados por país, os cientistas estimaram o número de tratamentos necessários anualmente por país e compararam-no com o número exequível, tendo em consideração que cada máquina trata aproximadamente 450 doentes por ano.
 

O estudo apurou que, dos 33 países analisados, só 11 têm capacidade para realizar todos os tratamentos necessários, entre os quais os países nórdicos, a Bélgica, a Holanda e a Suíça.
 

Entre os que ficam aquém - e que portanto têm uma "aparente falta de máquinas - estão Portugal (com 19% de tratamentos por realizar), assim como o Reino Unido (21%), a Alemanha (20%), a Itália (16%) e a Áustria (20%), assim como a maioria dos países da Europa de Leste e de sudeste, alguns dos quais estão muito subequipados, com valores acima dos 50%.
 

Os investigadores concluem ainda que com uma média de 5,3 máquinas de teleterapia por milhão de habitantes, a Europa regista grandes desigualdades entre países, alertando que enquanto na Bélgica, países nórdicos e Suíça há mais de oito máquinas por milhão de habitantes, a taxa cai para menos de duas em países como a Macedónia ou a Roménia. Portugal tem uma taxa de 4,6 máquinas por milhão de habitantes, situando-se assim abaixo da média (5,3).
 

Os investigadores sublinham que este estudo é apenas quantitativo e não teve em conta a qualidade das infraestruturas nem a formação e certificação dos profissionais de saúde, questões que devem ser alvo de outra investigação.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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