Portugal tem a melhor vacinação contra Vírus do Papiloma Humano

Dados da DGS

03 outubro 2014
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A vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) em Portugal obteve o melhor resultado do mundo, revelou a sub-diretora-geral da Saúde.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que Graça Freitas elogiou o “papel extraordinário em defesa da sua saúde e da saúde pública” que as raparigas portuguesas desempenharam.
 

A alteração do esquema de vacinação contra o HPV, passando agora a ser apenas administrada duas doses, teve segundo Graça Freitas, uma justificação simples: “Quando a vacina contra o cancro do colo do útero por HPV foi comercializada pensava-se que era preciso três doses. Entretanto, as firmas produtoras fizeram estudos que evidenciam que apenas duas doses são necessárias”.
 

O Plano Nacional de Vacinação foi, por isso, alterado, com o alargamento do prazo em que as raparigas podem ser vacinadas, ou seja, entre os dez e os 13 anos, de modo a coincidir com a vacinação contra o tétano e a difteria e, assim, evitar uma deslocação extra ao centro de vacinação.
 

No futuro, a vacinação contra o HPV poderá voltar a ser alterada, uma vez que “a indústria está a estudar a hipótese de pôr no mercado uma vacina que protege contra mais antigénios. Neste momento, a nossa prioridade não é vacinar rapazes, mas sim manter nas raparigas as mais elevadas taxas de cobertura do mundo”, disse.
 

Sobre a recusa de algumas pessoas em vacinar-se, por receio das reações, Graça Freitas considera que esta se deve a “um fenómeno muito simples”: “Há uma inversão da perceção do risco. As pessoas deixaram de ter medo da doença para terem medo das reações que a vacina possa dar”.
 

A especialista em saúde pública sublinha que “antes da vacinação morria-se, morriam milhares de pessoas com doenças para as quais há vacina”.
 

Graça Freitas alertou para os casos de doenças, como o sarampo, que surgiram em quase todos os países europeus após estes terem descurado a vacinação. Em Portugal, esses surtos não se registaram, embora tenham existido casos importados.
 

Nos Estados Unidos, a recusa em vacinar crianças, devido a receios infundados de uma suposta relação entre as vacinas e doenças como o autismo, transformou as escolas dos bairros mais abastados de Los Angeles (EUA) em terreno fértil para a tosse convulsa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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