Portugal tem 48 mil doentes com esquizofrenia, 7 mil sem acompanhamento

Estudo publicado na “International Journal of Clinical Neurosciences and Mental Health”

26 janeiro 2018
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Segundo apurou a agência Lusa, “o custo e a carga da esquizofrenia em Portugal” foi realizado por uma equipa do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e doCentro de Estudos Aplicados da Católica Lisbon School of Business and Economics, que procuraram estimar os custos e a carga da esquizofrenia para 2015.
 
O estudo concluiu que a prevalência da esquizofrenia em Portugal “será de cerca de 48 mil doentes, sendo que o número de doentes seguidos pelo sistema de saúde (público e privado) deverá estar na ordem dos 41 mil doentes”.
 
Em relação ao custo total desta perturbação mental complexa e grave, a investigação contabilizou 436,3 milhões de euros, ou seja, 0,24% do Produto Interno Bruto (PIB).
 
Os custos diretos - internamento, reabilitação, ambulatório, hospital de dia ou medicamentos - da esquizofrenia foram de 96,1 milhões de euros (0,6% de todas as despesas de saúde em 2015).
 
A estes acrescem custos indiretos dos doentes (absenteísmo, não participação no mercado de trabalho, produtividade reduzida) no valor de 331 milhões de euros e de 9,3 milhões de euros pelos cuidadores, num total de 340,3 milhões de euros, lê-se nas conclusões do estudo.
 
“Ao contrário do que é típico encontrar-se noutras doenças, no caso da esquizofrenia os custos indiretos são responsáveis por mais de metade dos custos totais, mais precisamente por cerca de 78% destes custos”, prossegue a investigação.
 
Em 2015, estima-se se que se tenham perdido cerca de 25 mil anos de vida por incapacidade por esquizofrenia, que corresponde ao número de anos com menor qualidade de vida devido à doença, decorrentes das limitações que podem gerar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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