Portugal sem médicos na área da medicina da reprodução

Reportagem do “Diário de Notícias”

11 março 2009
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A escassez de especialistas na área da medicina da reprodução pode pôr em causa a qualidade do tratamento e atrasar a abertura dos cinco centros públicos anunciados pelo Governo, alertam alguns especialistas numa reportagem publicada no jornal “Diário de Notícias”.

 

O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, João Silva Carvalho, alerta para a falta de especialistas nesta especialidade clínica. Um alerta corroborado por Carlos Calhaz Jorge, membro do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, que, em declarações ao “Diário de Notícias”, afirmou que “há apenas algumas dezenas de especialistas em todo o país”.

 

A ausência de renovação de especialistas em ginecologia – e, na sua sequência, em medicina da reprodução – prolongou-se durante anos. Os efeitos dessa falta de renovação estão agora a sentir-se, de tal forma que Calhaz Jorge acredita que os cinco novos centros públicos de procriação medicamente assistida (PMA) anunciados pelo Governo – o Centro Materno-Infantil do Porto, Centro Hospitalar de Coimbra, da Covilhã, Almada e Faro – “não vão passar do papel tão cedo”.

 

A Maternidade Alfredo da Costa, que inaugurou segunda-feira o novo centro de PMA é uma das unidades que já se depara com este contratempo. O seu director, Jorge Branco, disse à Lusa que vai reiniciar os tratamentos com três médicos e três biólogos, essenciais para a prática de PMA. “É difícil encontrar médicos. Não há mais e não conseguimos inventá-los”, assume Jorge Branco, que já fez contactos para encontrar médicos em Espanha, mas não obteve sucesso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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