Portugal preparado para lidar com Ébola

Simulacro do INEM um sucesso

19 agosto 2014
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O ministro da Saúde garantiu que Portugal está preparado para lidar com o aparecimento de casos de Ébola, durante um exercício em que o INEM testou os procedimentos e os equipamentos específicos para fazer face a esta infeção, noticiou a agência Lusa.


O simulacro decorreu no aeródromo de Cascais e consistiu na chegada e desembarque de uma mulher de 28 anos, que estava na Serra Leoa, transportada numa espécie de casulo (câmara de pressão negativa) sem risco para a tripulação e para quem vai contactar com a estrutura.


Com o apoio de uma equipa de três técnicos de emergência, um médico e um enfermeiro equipados com fatos adequados e formação específica para lidar com estes casos, a vítima encaminhada para uma ambulância e posteriormente transportada para o Hospital Curry Cabral, a unidade de referência para o Ébola, em Lisboa.


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, que acompanhou a operação juntamente com o diretor-geral de Saúde, Francisco George, garantiu que os portugueses “podem ter confiança” no dispositivo montado, na prevenção que está a ser feita, na ligação com a Organização Mundial de Saúde, em termos de instruções globais, nos equipamentos e no transporte de eventuais doentes, nos hospitais e em toda a parte de resposta laboratorial e de coordenação que está a ser feita.


Especificamente sobre os hospitais, referiu terem “meios suficientes”, lembrando que o tratamento está centralizado em três unidades - São João (Porto), Estefânia e Curry Cabral – todos com condições de tratamento e de isolamento, em quartos de pressão negativa.


O presidente do INEM, Major Paulo Campos, explicou que o instituto está preparado para receber eventuais doentes, “apesar da baixa probabilidade de isso acontecer”, ou de ter que ir para fora do território repatriar portugueses que estejam fora e precisem de usar este tipo de equipamento.


"Todas as equipas que estão preparadas para o fazer têm formação. Temos equipas a nível nacional destinadas especificamente a este assunto e ao transporte de eventuais suspeitas de infeção por ébola, ou confirmados, quer do ponto de vista primário, (domicílio, aeroporto) quer do ponto de vista de transporte entre unidades hospitalares", salientou.


Paulo Campos acrescentou que “estamos adequados às regras mundiais em relação à infeção”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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