Portugal poderá ter falta de clínicos gerais em 2010

Aumento de vagas em Medicina dependente das faculdades

20 novembro 2003
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Portugal poderá ter falta de médicos de clínica geral e medicina interna em 2010, enfrentando a médio prazo «uma das situações mais arriscadas da Europa», alertou o presidente do Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes.Para este cenário contribuem as restrições à formação em medicina que Portugal vive há anos, o envelhecimento da classe e a degradação das carreiras nestas duas especialidades em particular, que as torna pouco atractivas para os clínicos em formação, salientou à Agência Lusa Pedro Nunes.De acordo com números da Ordem dos Médicos (OM), existem actualmente 24.579 médicos especialistas, sendo que há clínicos que acumulam mais do que uma especialidade, e 11.981 não especialistas, número que engloba também os clínicos em formação.Dos especialistas, quase metade (10.783) têm entre 46 e 55 anos, idade a partir da qual os médicos deixam de ser obrigados a efectuar trabalho em urgência, podendo ainda começar a recusar a prestação de serviço de urgência em horário nocturno a partir dos 50 anos.Aumento de vagas?A abertura de cem novas vagas em Medicina no próximo ano nos cinco cursos mais antigos está dependente das faculdades e da sua capacidade para acolher novos alunos sem baixar a qualidade, assinalou na quarta-feira fonte oficial.O Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCES) está a trabalhar na hipótese de abrirem mais 300 vagas em Medicina para resolver o problema da falta de médicos a médio prazo.Destas, 100 serão destinadas a licenciados em medicina dentária que pretendam reconverter a sua formação para medicina geral, enquanto que outras 100 (20 em cada) serão abertas nos cinco cursos mais antigos - Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa e dois do Porto.Além disso, projecta-se a abertura de mais 39 vagas na Universidade da Beira Interior e outras 50 na Universidade do Minho e o Executivo está a ponderar a autorização da abertura de dois cursos privados de Medicina, uma decisão que deverá ser conhecida no início de 2004, indicou a mesma fonte do gabinete do MCES.Fonte: Lusa

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