Portugal poderá ficar sem médicos especialistas

Alerta dado pelo secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos

17 maio 2009
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Portugal corre o perigo de ficar sem especialistas dentro de 10 a 15 anos se não for aplicado o regime das carreiras a todos os médicos do serviço público, segundo Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos.

 

Em declarações à agência Lusa, este dirigente revelou que a preocupação neste momento ”é reintroduzir as carreiras médicas como um interesse público, um princípio básico em relação à formação médica e garantia de boa criação de especialistas em Portugal”.

 

Na opinião de Carlos Arroz, as carreiras médicas devem ser aplicadas “a todos os médicos, independentemente do seu local de trabalho”, lembrando que, actualmente, “uma parte significativa dos médicos que está em contrato individual de trabalho, nomeadamente nos hospitais EPE, não tem acesso às carreiras médicas”.

 

“No futuro, não havendo diferenciação técnica, não há capacidades nem idoneidades formativas dos vários serviços e os médicos ficam incapazes de formar outros”, acrescentou.

 

Como, em Portugal, o sistema de ensino e “formação de especialidades assenta na formação em exercício”, com os médicos a ensinarem os colegas, “se não houver diferenciação técnica, dentro de 10/15 anos não há em Portugal especialistas de nenhuma especialidade”, alertou.

 

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