Portugal pior na doença e na literacia

Relatório do PNUD revela dados preocupantes

24 julho 2002
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Portugal continua a ser o país da União Europeia com menor índice de desenvolvimento humano, situando-se no 28.º lugar no ranking mundial. É o país com maior percentagem de pessoas com HIV/Sida, 0,52% dos adultos, e com mais casos de tuberculose, 47 em cem mil habitantes. É, também, aquele onde há mais analfabetos funcionais (48%).
 

 

O nosso país mantém o lugar de 1999 no relatório do PNUD, tendo registado uma ligeira melhoria nos vários indicadores, mas a subida é inferior à verificada entre 1998 e 1999. A nível do PIB per capita regista quase metade dos valores da Noruega e 71,2% da Suécia, o país da União Europeia melhor posicionado.
 

 

A nível dos países mediterrânicos, a Grécia ocupa o 24.º lugar, a Espanha, 21.º e a Itália, 20º. Neste quadrado há a registar a descida de um lugar dos gregos e, no contexto dos Quinze, a subida de duas posições da Suécia, a par de uma quebra de quatro lugares do Luxemburgo.
 

 

Portugal é, entre os países de desenvolvimento elevado, um dos que apresenta uma menor taxa de utilização da Internet, 6,2 pessoas num universo de mil. E, se pensarmos nos índices de literacia - aptidão para compreender e usar a informação escrita em actividades diárias em casa, no trabalho e na comunidade -, é o pior classificado de todos os países de desenvolvimento humano e médio em que foi possível avaliar este indicador. Regista uma média de 48 em cem pessoas, contra os 7,5% da Suécia, a percentagem mais baixa. Não há dados para a Espanha, Grécia, Itália e França.
 

 

Pela positiva, é de realçar a baixa percentagem de desempregados (quatro por cento da população activa). A nível da saúde e, segundo o PNUD, todos os partos têm assistência médica, sendo que a taxa de mortalidade infantil desceu de 53 três mortos por mil nados-vivos, em 1973, para seis, em 2000.
 

 

Passando para a lista das nações consideradas menos desenvolvidas, é de destacar que ainda há países onde as pessoas morrem antes de atingir a meia idade. E, entre estes, Moçambique é um dos que está em pior situação, já que a esperança de vida à nascença não atinge os 40 anos.
 

 

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