Portugal no topo dos países com mais mortes evitáveis

Estudo levanta questões e apresenta soluções

26 janeiro 2005
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Portugal é dos países europeus com mais mortes evitáveis, de acordo com uma investigação que refere que em 2001 podiam ter sido evitados 36 mil óbitos.
 

 

Segundo o estudo, apresentado na semana passada no «Diário de Notícias» e elaborado por uma investigadora da Universidade de Coimbra, 35 por cento da mortalidade precoce (antes dos 65 anos) em Portugal poderia ter sido evitada tendo em conta as possibilidades existentes a nível preventivo e curativo.
 

 

Milhares de pessoas ainda podiam estar vivas caso tivessem tido acesso em tempo útil aos serviços médicos e se tivessem feito rastreios disponíveis, nomeadamente à hipertensão, colesterol e glicemia, bem como ao cancro do cólon.
 

 

De acordo com a autora do estudo, Paula Santana, citada pelo jornal, apesar de Portugal ter recursos, «há má utilização e algo que falha».
 

 

Ainda segundo a investigadora, os 36 mil óbitos evitáveis constituem um número muito elevado que se reflecte em custos ainda não contabilizados por nenhuma entidade, na «esperança média de vida do país e na produtividade».
 

 

Uma das principais conclusões do estudo revela que há maior mortalidade precoce nos homens do que nas mulheres, e também no sexo feminino há metade das mortes evitáveis das verificadas nos homens.
 

 

Como conclusão, a investigadora aconselha o redireccionamento das acções no melhoramento da oferta e do acesso aos cuidados de saúde aos grupos mais desfavorecidos - rurais, isolados e pobres.
 

 

Fonte: Lusa
 

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