Portugal importa esperma para colmatar carência

Banco público de gâmetas resolve problema

04 maio 2010
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Para conseguir responder à procura dos casais inférteis, Portugal tem de importar esperma, uma carência que deverá ser suprimida com o banco público de gâmetas, disse à agência Lusa o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).

 

A criação de um banco público de gâmetas (óvulos/espermatozóides) e a importação de esperma de países como a Espanha foram questões levantadas na III Reunião Anual do CNPMA com os 26 centros de PMA e a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução.

 

"Existe falta de esperma em Portugal", disse à agência Lusa o presidente do CNPMA, o juiz desembargador Eurico Reis, no final da III Reunião Anual do CNPMA com os 26 centros de PMA e a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, que decorreu esta semana em Lisboa.

 

Para ultrapassar esta "necessidade social", o CNPMA tem vindo a recomendar, nos últimos dois anos, a criação de um "centro público para recrutamento, selecção e recolha, criopreservação e armazenamento de gâmetas de dadores terceiros".

 

A importação e exportação de células reprodutivas passaram apenas a ser possíveis mediante autorização prévia do CNPMA: "Tem de haver uma certificação emitida por uma autoridade do país de onde vem o esperma. O país (exportador) pergunta se temos e nós dizemos que não existe esperma disponível em Portugal", explicou o especialista.

 

Com a criação dessa norma, as questões relacionadas com a importação destas células passaram a ser "mais visíveis do que antes eram", o que tornou "ainda maior a urgência da criação de um centro público" de gâmetas (óvulos/espermatozóides), refere o CNPMA na recomendação que consta no relatório de actividades do Conselho relativo a 2009.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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