Portugal é segundo país no uso de analgésicos

Profissionais alertam para situação

18 outubro 2004
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 «Estamos a usar e a abusar do uso de analgésicos. Perante qualquer dorzinha, as pessoas recorrem logo a estes medicamentos, que, por vezes, não são os mais indicados para o tratamento da dor.» Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), José Castro Lopes, surpreendido por Portugal ser o segundo país da Europa que mais analgésicos consome.Para Castro Lopes, que falava na semana passada na abertura do II Congresso APED/Centro de Anestesia Regional (CAR) em Lisboa, no âmbito da Semana Europeia de Luta contra a Dor, este é um dado preocupante e revela uma «grande falta de formação dos profissionais de saúde». Aquele responsável lamenta não só que as faculdades de medicina não abordem a temática da dor - que afecta um em cada cinco europeus - de forma «dispersa», como ainda a ausência de formação pós-graduada dos médicos de família. É que 70 por cento dos doentes recorrem a estes profissionais quando sentem dor e só 23 por cento procuram especialistas.Estes dados constam de um estudo realizado em 15 países da UE, revelado no congresso. O documento diz ainda que 65 por cento dos doentes consideram o seu médico «excelente» ou «muito bom», mas quando lhes é perguntado se este sabe tratar da sua dor, um terço disse que não. Isto, para Castro Lopes, é sintomático de falta de formação.Fonte: Diário de Notícias

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