Portugal destrói plasma e compra ao estrangeiro

Declarações do presidente do Instituto Português do Sangue

16 junho 2011
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Portugal destrói o plasma do sangue que recolhe devido a problemas com um concurso que obriga o Instituto Português do Sangue (IPS) a gastar anualmente 70 milhões de euros a adquirir este produto de saúde, segundo dados revelados pelo presidente do IPS, Álvaro Beleza, em declarações à agência Lusa.

 

Álvaro Beleza confirmou desta forma a notícia avançada pelo “Jornal de Notícias” de que “metade do sangue doado vai para o lixo”.

 

Devido a um problema com o concurso para a inactivação e fragmentação do plasma, este é destruído. E há dez anos que é assim. Para o presidente do IPS, a situação é revoltante e, para já, poderá ser parcialmente resolvida através da utilização dessas 90 mil unidades de plasma pelos hospitais.

 

No entanto, enquanto a questão concursal não se resolver, as restantes mais de 300 mil unidades de plasma continuarão a ser incineradas e Portugal a pagar 70 milhões de euros na sua aquisição a outros países. Nas contas de Álvaro Beleza, mesmo que em matéria de plasma Portugal não se torne para já auto-suficiente, o aproveitamento do plasma do sangue recolhido poderia gerar poupanças na ordem dos 15 milhões de euros anuais.

 

O especialista espera que este problema se resolva rapidamente e que o mesmo não abale a confiança dos portugueses, bem como a sua generosidade e vontade em doar sangue.

 

Portugal utiliza 400 mil unidades de sangue, das quais 90 mil de plasma para uso directo nos hospitais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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