Portadores de incapacidade: lançada petição para redução de horário laboral

Petição já registou mais de 1700 assinaturas

29 julho 2016
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Uma petição lançada na internet, há cerca de mês e meio, por duas mulheres que defendem a redução do horário de trabalho para pessoas com alguma incapacidade declarada por atestado médico já registou mais 1.700 assinaturas.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, as autoras da iniciativa, Mafalda Lira, de 37 anos, e Sónia Dias, de 39, ambas com problemas de saúde que as impedem de cumprir horários de trabalho completos, querem que a matéria chegue à Assembleia da República. No entanto, a petição necessita de ser subscrita por 4.000 pessoas para poder ser apreciada no Parlamento.
 

Mafalda Lira, docente de matemática no ensino secundário, explicou que venceu dois linfomas e pretende continuar a exercer a sua atividade, mas devido aos problemas associados à doença não consegue cumprir o horário completo que lhe foi atribuído.
 

A docente alerta que falta de legislação que proteja pessoas com problemas iguais ao seu e outras com doenças crónicas, medicamente comprovadas. Foi por isso lançou a petição juntamente Sónia Dias que sofre de esclerose múltipla desde os 20 anos e teve de deixar de trabalhar num escritório devido à doença.
 

Sónia Dias referiu à agência Lusa que durante algum tempo ignorou a doença, mas o stress e a pressão laboral agravaram os sintomas. No entanto, gostava de voltar ao mundo laboral, desde que pudesse ter uma menor carga horária que permitisse ter mais tempo de descanso.
 

As duas mulheres dão a cara pela petição, mas sublinham haver muita gente, de vários pontos do país, que está a lutar pelo mesmo objetivo.
 

As duas querem que seja aprovada legislação que dê direito à redução da carga horária semanal de forma proporcional à incapacidade declarada por atestado médico, sem redução da remuneração e de outras regalias.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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