Porque gostamos tanto de coisas doces?

Estudo publicado no PNAS

31 março 2011
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As células que detectam o açúcar são mais do que se pensava, facto que pode conduzir ao desenvolvimento de estratégias que limitem o consumo excessivo de açúcar e problemas consequentes como diabetes e obesidade, refere um estudo publicado na edição online do “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

 

"Identificar a doçura dos açúcares na nutrição é uma das tarefas mais importantes das células ligadas ao paladar. Muitos de nós ingerimos açúcar em demasia e, para limitarmos o consumo excessivo, precisamos compreender melhor como uma célula sensorial identifica que algo é doce", disse, em comunicado, Robert Margolskee, do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, um dos autores do estudo.

 

Há já algum tempo que os cientistas sabem que o receptor T1r2 T1r3 está envolvido no mecanismo básico que permite às células sensoriais detectar muitos dos componentes doces, incluindo os açúcares, como a glicose e a sacarose, e os adoçantes artificiais, tais como aspartame ou sacarina.

 

No entanto, alguns aspectos do gosto doce não podem ser explicados pelo receptor T1r2 T1r3. Num estudo anterior, a equipa Margolskee verificou que os ratinhos geneticamente modificados para não terem a subunidade T1r3 ainda eram capazes de identificar a glicose e outros açúcares de um modo normal.

 

Sabe-se que os receptores de açúcares no intestino são importantes para que os açúcares ingeridos na dieta sejam detectados e absorvidos e que os sensores metabólicos no pâncreas também são fundamentais para regular os níveis de glicose no sangue. Tendo isto em conta, os cientistas usaram técnicas de biologia celular e molecular avançadas para verificarem se esses mesmos sensores estariam presentes nas células gustativas.

 

Os resultados indicam que diversos receptores de açúcares, tanto do intestino como do pâncreas, também estavam presentes nas mesmas células sensoriais que contavam com o receptor T1r2 T1r3. De acordo com o comunicado de imprensa, no futuro, os cientistas continuarão a realizar estudos tendo como foco aprofundar o conhecimento das ligações complexas entre as células do paladar e dos sistemas digestivo e endócrino.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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