Porque estão algumas pessoas protegidas do HIV?

Certos indivíduos têm várias cópias de gene imunitário

18 janeiro 2005
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Os riscos de contrair o vírus da sida são menores para as pessoas cujo organismo tem várias cópias de um gene imunitário que bloqueia o HIV, indica um estudo publicado na revista Science.
 

 

«Os riscos de contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou de ter uma evolução mais rápida da síndrome da imunodeficiência adquirida (sida) não são uniformes entre a população», explicou Anthony Fauci, director do Instituto Nacional das Alergias e das Doenças Infecciosas, que financiou a investigação.
 

 

A equipa de investigadores internacionais examinou mais de 4.300 amostras de sangue de pessoas de várias origens étnicas para determinar o número médio do gene que produz a proteína imunitária, chamada CCL3L1, em cada um dos grupos.
 

 

Observaram, por exemplo, que os negros norte-americanos com resultados negativos nas análises de detecção do vírus da sida tinham em média quatro cópias desse gene protector, enquanto os norte- americanos de origem europeia ou os hispânicos tinham apenas dois ou três, respectivamente.
 

 

Isto não significa que estes sejam mais susceptíveis de ter sida do que os negros, mas apenas que as pessoas que, em cada grupo, têm um número de exemplares desse gene abaixo da média estão mais sujeitas a ser seropositivas, segundo os investigadores. Pelo contrário, os que têm mais cópias desse gene imunitário do que o número médio do seu grupo respectivo estão mais protegidos e são menos vulneráveis.
 

 

Fonte: Lusa
 

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