Porque damos choques eléctricos?

Tempo seco aumenta a electricidade estática entre pessoas e materiais

08 março 2005
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A electricidade estática dos corpos, que produz às vezes choques eléctricos quando duas pessoas se cumprimentam ou se toca num carro ou em outras superfícies metálicas aumenta nos períodos de seca.
 

 

De acordo com o físico Carlos Fiolhais, a causa para a ocorrência de mais choques deste tipo é o ar seco, que é isolador, e não deixa que as descargas eléctricas se façam de forma contínua. Os choques causados pela electricidade estática --carga eléctrica, positiva ou negativa, que todos os materiais e pessoas possuem – – são habituais e resultam do contacto entre cargas diferentes.
 

 

Só que, com o isolamento, as pessoas concentram em si mais energia e, quando tocam em outra ou em algum outro material, com carga eléctrica diferente, a descarga é maior e, por isso, mais sentida.
 

 

Quando o tempo está mais húmido, devido à presença de água na atmosfera, as descargas acontecem com mais regularidade e, por isso, são menos notadas. A humidade no ar facilita a passagem de electricidade, dado que a água é boa condutora, acrescentou o cientista Carlos Fiolhais à Agência Lusa.
 

 

Para uma pessoa sentir um choque é preciso ter acumulada uma carga eléctrica entre os dois a cinco mil volts, embora com uma intensidade muito baixa. Apesar de parecer muita tensão, estes choques são inofensivos «já que são quase instantâneos e não deixam efeitos», de acordo com o físico.
 

 

Além do ar frio e seco, os ambientes mantidos por ar-condicionado propiciam a ocorrência deste tipo de choques, pois provocam diminuição de humidade. O acumular de cargas eléctricas no nosso corpo dá-se normalmente devido ao atrito com o chão e, quando utilizamos sapatos isolantes, com solas sintéticas, por exemplo.
 

 

Esse acumular pode dar-se também no supermercado devido ao atrito do carrinho de compras com o chão, ou ainda no interior de um automóvel devido à fricção do vestuário com o assento, entre outros casos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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