Por que motivo a capacidade aeróbica diminui com a idade?

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

18 outubro 2013
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Investigadores americanos descobriram uma das razões pela qual a frequência cardíaca máxima diminui com a idade, revela um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

É do conhecimento comum que a capacidade aeróbica diminui à medida que se envelhece. Quem estiver mais atento aos gráficos presentes em alguns ginásios repara que a frequência cardíaca alvo diminui com a idade. Isto acontece porque de facto o músculo cardíaco das pessoas com mais idade não consegue simplesmente bater tão rápido quanto o das pessoas mais novas.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, constataram que a diminuição que ocorre na frequência cardíaca máxima, ao longo da idade, está relacionada com o facto de o envelhecimento deprimir a atividade elétrica espontânea do marca passo (do inglês, pacemaker) natural do coração, o nó sinusal.
 

Os investigadores, liderados por Catherine Proenza, submeteram ratinhos a um eletrocardiograma e observaram que a frequência cardíaca máxima era menor nos animais mais velhos, tal como ocorre nas pessoas idosas. Apesar de este resultado não ser inesperado, o que foi realmente inovador foi o abrandamento da frequência cardíaca máxima estar associado ao facto de um tipo de células cardíacas, os miócitos encontrados no nó sinusal (SAMs), dos indivíduos idosos não serem capazes de bater tão rápido quanto os dos mais jovens.
 

O estudo refere que esta frequência mais lenta foi causada por um conjunto de alterações no sinal elétrico produzido pelas células. Estas alterações foram provocadas por modificações do comportamento de alguns canais iónicos presentes nas membranas das células. Os investigadores explicam que estes canais iónicos são proteínas que conduzem a eletricidade através da membrana celular.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados, tal como a maioria das descobertas feitas na ciência, colocam ainda mais questões para futuras investigações. No entanto, estas descobertas podem conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos que tenham por alvo os canais iónicos das células presentes no nó sinusal e conseguir desta forma abrandar a perda da capacidade aeróbica associada à idade.
 

“Apesar da frequência cardíaca máxima diminuir de forma similar para todas as pessoas, independentemente da condição física, as pessoas podem melhorar e manter a sua capacidade aeróbica através da prática de exercício físico, aplicando-se isto a todas as faixas etárias”, conclui Catherine Proenza.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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