Por dia 53 portugueses sofrem um primeiro acidente neurológico

Estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e do Centro Hospitalar do Porto

26 março 2010
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Todos os dias, 53 portugueses sofrem um primeiro acidente neurológico transitório, mas 70% têm uma baixa probabilidade de sofrerem um problema mais grave nos sete anos seguintes, revelou o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

 

O ICBAS refere que o acidente vascular cerebral (AVC), o enfarte agudo do miocárdio ou a morte por causa vascular podem acontecer, embora em número reduzido, após um primeiro acidente neurológico.

 

Os investigadores do ICBAS e do Centro Hospitalar do Porto (CHP) conseguiram identificar e agrupar, pela primeira vez, sinais e sintomas que podem estar na origem de um acidente neurológico mais grave e conduzir à morte.

 

Em comunicado de imprensa citado pela agência Lusa, os investigadores salientam que, "caso sejam detectados precocemente", estes sinais e sintomas podem evitar outras complicações na vida destes doentes".

 

"Um dos objectivos deste projecto foi determinar o significado clínico de um conjunto de sintomas e sinais neurológicos, cuja causa poderá não estar relacionada directamente com alterações vasculares cerebrais, e para os quais não se conhecia o prognóstico, o qual pode ser grave", revela aquele Instituto da Universidade do Porto.

 

Neste estudo, os investigadores do ICBAS/CHP conseguiram quantificar a ocorrência de um primeiro acidente neurológico transitório e perceberam quais as suas repercussões, através da observação dos mesmos doentes três meses, 12 meses e sete anos após o primeiro registo.
 

Um acidente neurológico transitório acontece quando o fluxo sanguíneo numa determinada área cerebral é interrompido por apenas algum tempo.

 

O estudo revelou que, num ano, cerca de 19.400 pessoas em Portugal terão um primeiro acidente neurológico transitório na vida (cerca de 53 pessoas por dia).

 

"Para melhorar o prognóstico dos doentes com acidente neurológico transitório é importante uma detecção, investigação e actuação terapêutica precoce, para adiar a ocorrência de um evento vascular cuja consequência é incapacidade ou morte", revelam os investigadores.

 

Os resultados obtidos já foram premiados pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e reconhecidos pela ministra da Saúde, Ana Jorge.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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