População tem défice de vitamina D

Estudo publicado no “Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology”

06 dezembro 2016
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Cerca de 78% da população portuguesa tem insuficiência de Vitamina D, dá conta um estudo liderado por uma equipa multidisciplinar de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e do Centro Hospitalar e Universitário do Porto – Hospital de Santo António (CHUP-HSA).
 

Segundo a notícia avançada pelo sítio na Universidade do Porto (UP), o estudo liderado por Andreia Bettencourt, investigadora do Laboratório de Imunogenética e da Unidade Multidisciplinar de Investigação Biomédica (UMIB) do ICBAS, alerta ainda para a elevada prevalência de deficiência grave de Vitamina D, que afeta quase metade (48%) da população estudada.
 

O estudo publicado no “Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology”, que caracterizou pela primeira vez os níveis de vitamina D numa população adulta saudável em Portugal, contou com a participação de 198 indivíduos do Norte de Portugal, com idades entre os 18 e os 67 anos.
 

Os investigadores constataram que os indivíduos entre os 36 e 50 anos apresentavam mais deficiência vitamínica, e foi encontrada uma correlação negativa entre os índices de massa corporal e os níveis de Vitamina D, ou seja, quanto maior o índice de massa corporal, mais baixos eram os níveis de Vitamina D. Não foram encontradas diferenças entre os géneros.
 

De acordo com a notícia da UP, a percentagem de indivíduos com insuficiência de vitamina D flutua ao longo do ano, apresentando no verão o valor mais baixo (62%), e atingindo no inverno valores de cerca de 95%.
 

No entanto, os valores encontrados no verão são surpreendentemente elevados, sugerindo que apesar de Portugal ser um país com muito sol (a principal fonte de produção da vitamina) e grande exposição solar, muitas pessoas não se expõem os 10 a 15 minutos diários considerados suficientes para serem mantidos os níveis ideais de Vitamina D.
 

Níveis deficientes de vitamina D estão associados a maior risco de infeções, doenças autoimunes, oncológicas e cardiovasculares. O estudo alerta assim para a necessidade de implementação de uma estratégia eficaz para prevenir a sua deficiência e insuficiência.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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