População que habita antigas colónias do Império Romano mais propensa ao VIH

Estudo publicado na “NewScientist”

07 setembro 2008
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A ocupação romana na Europa poderá ajudar a explicar a razão pela qual as pessoas que hoje vivem nas suas antigas colónias são mais vulneráveis ao VIH (vírus causador da SIDA), aponta um estudo publicado na “New Scientist”.
 

 

A equipa de Eric Faure, da Universidade da Provença, em França, analisou cerca de 19 mil amostras de ADN de toda a Europa e concluiu que os habitantes residentes nos territórios referentes a antigas colónias romanas têm menor probabilidade de apresentarem a variante Delta32 do gene CCR5, que dificulta a entrada do vírus nas células.
 

 

Os cientistas referem que a frequência da CCR5-Delta32 atinge os 15% no Norte do continente, varia entre os 8 e 12% nos territórios fronteira do Império (como Alemanha e Inglaterra), e é inferior a 6% nas colónias que permaneceram mais tempo sob jugo romano, (como Grécia ou Espanha).
 

 

Como explicação, os cientistas avançam com a teoria de que os romanos tenham introduzido uma doença (desconhecida) que afectou sobretudo as pessoas com a variante CCR5-Delta32, tornando-a mais rara nos territórios ocupados, que hoje pertencem a países como Portugal, Espanha e França.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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