População costeira mais saudável do que a do interior

Estudo conduzido pela University of Exeter

24 julho 2012
  |  Partilhar:

As pessoas que vivem à beira-mar são normalmente mais saudáveis do que as que não vivem nas zonas costeiras, sugere um estudo conduzido pelo European Centre for Environment & Human Health, Peninsula College of Medicine and Dentistry da University of Exeter, em Inglaterra.

 

Foram utilizados os dados de 48 milhões de pessoas disponibilizados pelos Censos de 2001 no Reino Unido para investigar a saúde da população no país inteiro. Os pesquisadores analisaram a proporção de pessoas que qualificaram o seu estado de saúde como sendo “Bom” (em vez de “Razoável” ou “Fraco”) e compararam esses dados com a proximidade dos inquiridos relativamente à costa. Foram também consideradas variantes como a idade, género e um conjunto de fatores sociais e económicos (tal como habilitações literárias e rendimento).

 

Esta análise demonstrou que existe uma ligação entre viver à beira-mar e possuir um bom estado de saúde nas comunidades mais desfavorecidas. O resultado desta pesquisa sugere ainda que o acesso a um “bom” ambiente tem influência sobre a redução das desigualdades, em termos de saúde, entre as populações economicamente mais prósperas e aquelas mais desfavorecidas. Os autores do estudo apontam que apesar de este efeito ser relativamente pequeno, o impacto do mesmo sobre a saúde pública pode ser substancial se o aplicarmos à população no seu todo. Uma das razões para as populações costeiras serem mais saudáveis poderá ser a redução do stress oferecida pela proximidade com o mar.
 

Estudos anteriores tinham já revelado que o ambiente de beira-mar oferece mais oportunidades aos seus habitantes para serem ativos, assim como traz benefícios em termos de redução do stress. Outro estudo recente conduzido pelo European Centre em colaboração com a organização Natural England evidenciou que fazer visitas a zonas costeiras deixa as pessoas mais calmas, relaxadas e revitalizadas do que idas ao campo ou a parques urbanos.
 

Ben Wheeler, principal autor deste estudo, afirma que “Sabemos que as pessoas gostam de ir à praia, mas há muito pouco que sugira que estar à beira-mar tem influência sobre a saúde e bem-estar. Se analisarmos os dados da população inteira parece haver um efeito positivo, embora este tipo de estudo não possa demonstrar uma causa e efeito. Precisamos de efetuar estudos mais sofisticados que revelem as razões subjacentes a esta relação que descobrimos. Se realmente houver uma relação, isto poderá ajudar o governo a utilizar de forma inteligente e sustentável as nossas preciosas zonas costeiras de forma a melhorar a saúde de toda a população do Reino Unido”. O Dr Matthew White comenta que “ Apesar de não podermos todos viver à beira-mar poder-se-ia transferir as características dos ambientes costeiros para outros lugares”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.