Poluição poderá ser fator contributivo para o glaucoma

Estudo publicado na revista “Investigative Ophtalmology & Visual Science”

02 dezembro 2019
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Um estudo da Universitty College de Londres associou as zonas com mais poluição do ar a um maior número de casos de glaucoma.
 
O glaucoma é a maior causa global de cegueira irreversível. Resulta de um aumento de pressão feita pelo fluido no olho, o que causa danos no nervo ótico que liga o olho ao cérebro.
 
Foram usados dados de uma coorte com 111.370 participantes do Reino Unido que fizeram exames oculares entre 2006 e 2010, como medição da pressão intraocular, uma tomografia da retina e medição da grossura da mácula do olho, e a quem foi perguntado se tinham glaucoma.
 
Os dados dos participantes foram associados com os dados sobre poluição nos seus locais de residência, com foco nas partículas finas igual ou inferior a 2.5 micrómetros de diâmetro.
 
Os investigadores descobriram que as pessoas residentes nas zonas mais poluentes eram 6% mais propícias a ter glaucoma, assim como tinham uma retina mais fina, uma das alterações típicas da progressão do glaucoma.
 
“A poluição do ar pode estar ligada ao glaucoma por constrição dos vasos sanguíneos, como relacionado já com problemas cardíacos. Outra possibilidade é o efeito tóxico direto que danifica o sistema nervoso, contribuindo para a inflamação”, explica Sharon Chua, autora do estudo.
 
Esta descoberta é mais uma razão para a poluição ser considerada um problema de saúde pública. Apesar de a maioria dos fatores de risco de glaucoma, como a idade ou genética, não poderem ser controlados, este pode.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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