Poluição do ar aumentou em Portugal nos últimos dez anos

Relatório sobre o estado do ambiente em Portugal

11 dezembro 2001
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Um terço do dióxido de carbono existente em Portugal é emitido pelos transportes, sendo este o sector mais prejudicial para o ambiente dos últimos dez anos, revela o relatório sobre o estado do ambiente em Portugal revelado hoje pela Direcção-Geral do Ambiente.
 

 

O relatório, elaborado pela Direcção-Geral do Ambiente- e que pretende caracterizar os últimos dez anos ambientais em Portugal - , revela que, em 1999, o sector dos transportes foi responsável por um terço das emissões de dióxido de carbono - gás com efeito de estufa, responsável pelo sobreaquecimento do planeta - e por 89 por cento das emissões de monóxido de carbono.
 

 

Segundo o documento, o sector dos transportes é o segundo que mais consome energia, com 37,8 por cento, só ultrapassado pela indústria, que absorve cerca de 41 por cento da energia do país.
 

 

O aumento da utilização do transporte individual foi bastante significativo ao longo dos últimos sete anos. Em 1992, existiam 287 veículos por habitante, um número que aumentou para 447, em 1998.
 

 

Este aumento «levou a um agravamento das emissões de gases poluentes na atmosfera», frisa o relatório, salientando que, de 1990 a 1999, as emissões de gases com efeitos de estufa aumentou 22 por cento. Porém, o relatório informa que, «per capita», as emissões deste gases são as menores da União Europeia.
 

 

Por tudo isto, adianta o relatório o sector dos transportes é responsável também por 47 por cento da poluição por ozono, aquela que mais causa problemas respiratórios.
 

 

Quanto à poluição sonora é também agravada pelo uso de transportes, por exemplo, a baixa qualidade do ambiente sonoro nas zonas urbanas deve-se, sobretudo, aos contributos do tráfego rodoviário, aponta o relatório.
 

 

O lado mais positivo do relatório diz respeito ao aumento da taxa de população servida por estações de tratamento de águas residuais, ou seja mais de metade da população. Deste modo, e segundo revela o documento, espera-se que em 2006, esse número aumente para 90 por cento.
 

 

Também a produção de resíduos sólidos urbanos superou o que era esperado, tendo atingido os 4,3 milhões de toneladas, em 2000. O lado mais positivo, apontado pelo relatório, é a questão da área da natureza e da biodiversidade. Em 2000, as áreas protegidas atingiram 7,5 por cento da área total do país, uma meta que só foi definida para 2006 e que se alcançou seis anos antes.
 

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