Poluição automóvel mata mais do que os próprios acidentes
16 agosto 2001
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“Estima-se que a poluição atmosférica resultante do tráfego automóvel faz mais vítimas mortais do que os próprios acidentes.” Esta afirmação é feita por Devra Davis, professora na Carnegie Mellon University’s Heinz School em Pittsburg na sequência das conclusões de uma investigação por ela coordenada e publicada na revista Science.
 

 

De acordo com esta investigadora, os poluentes resultantes da combustão dos resíduos fósseis (petróleo e carvão) tais como o ozono, dióxido de carbono e partículas sólidas irão, sem dúvida, provocar alterações climatéricas no futuro mas os seus efeitos já se fazem sentir ao nível da saúde pública.
 

 

De acordo com as conclusões daquela investigação, a combustão do petróleo e do carvão pode ser apontada como a causa de morte prematura devida a complicações decorrentes de asma assim como de doenças cardíacas e respiratórias. Este facto vaticina uma elevada taxa de mortalidade associada à poluição atmosférica. “Temos esperança que os políticos compreendam que quando debatem e tomam decisões ao nível da política energética e tecnológica, eles estão a discutir e a tomar decisões ao nível das políticas de saúde pública,” afirma Devra Davis.
 

 

Embora a investigação se tenha baseado em dados provenientes de quatro cidades, a equipa de investigadores considera que as conclusões retiradas podem ser extrapoladas para qualquer cidade do mundo pois os dados obtidos neste estudo são coerentes com um outro estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde que estima que a poluição atmosférica será causadora de 8 milhões de mortes em 2020.
 

 

Os autores do estudo publicado na Science afirmam que a aplicação das políticas de abrandamento da emissão de gases resultantes da combustão dos resíduos fósseis aos ambientes urbanos de todo o mundo traria benefícios imediatos e substanciais para cerca de 3 biliões de pessoas neles residentes.
 

 

Como comenta o Dr. Jonathan Patz: “Este estudo revela que as consequências da poluição atmosférica se fazem sentir na mortalidade e morbilidade das pessoas residentes em áreas urbanas, mostrando que da redução das emissões de gases poluentes advêm benefícios significativos para a saúde pública.”
 

 

Resta saber se estas conclusões científicas serão levadas em consideração nas decisões futuras no domínio da política ambiental do planeta.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet
 

 

Fonte: CNN

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