Poluição atmosférica matou 7 milhões em 2012

Dados da Organização Mundial de Saúde

27 março 2014
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A poluição atmosférica matou sete milhões de pessoas em 2102, tendo-se tornado assim no maior fator ambiental isolado de risco para a saúde, estima a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

Este número significa que, globalmente, uma em cada oito mortes estava relacionada com a poluição atmosférica, sendo este número o dobro do que se previa. A OMS aponta que parece existir uma associação entre a poluição atmosférica e as doenças cardiovasculares, o cancro do pulmão e problemas respiratórios.
 

Segundo dados da organização, a maioria das mortes causadas pela poluição atmosférica exterior estavam relacionadas com doenças cardiovasculares: 40% por doença cardíaca, 40%, por enfarte agudo do miocárdio, 11% por doença pulmonar obstrutiva crónica, 6% por cancro do pulmão e 3% por infeções respiratórias agudas em crianças.
 

Relativamente a mortes causadas por poluição atmosférica em interiores, os dados apurados pela OMS foram os seguintes: 34% por enfarte agudo do miocárdio, 26% por doença cardíaca, 22% por doença pulmonar obstrutiva crónica, 12% por infeções respiratórias agudas em crianças e 6% por cancro no pulmão.
 

Maria Neira, diretora do departamento da OMS para a saúde pública, ambiente e determinantes sociais da saúde, afirma que “estes dados significam que existe a necessidade de uma ação concertada para limparmos o ar que todos nós respiramos”. “Os riscos oferecidos pela poluição atmosférica são bem maiores do que pensados ou percecionados anteriormente, particularmente em relação à doença cardíaca e enfartes agudos de miocárdio”, continua.
 

A maioria das mortes causadas por poluição atmosférica, seis milhões, foi registada nos países do sudeste asiático e da região do Pacífico ocidental, tendo 3,3 milhões sido devido a poluição atmosférica exterior e 2,6 milhões a poluição atmosférica interior. A poluição interior é na sua maioria causada por fogões a lenha, a carvão e a aquecedores a biomassa.
 

A OMS estima que cerca de 2.900 mil milhões de pessoas em todo o mundo utilizem madeira, carvão ou excremento animal como fonte energética para cozinhar. A organização aponta também que as mulheres e as crianças, principalmente as que vivem em países pobres, estão especialmente expostas à poluição emitida por estas fontes energéticas, “já que passam mais tempo dentro de casa a respirar o fumo de fogões a lenha e a carvão”.
 

A poluição atmosférica exterior é causada principalmente pelos meios de transporte, emissões oriundas de atividades agrícolas e da indústria e pela produção energética. Nos países em processo de rápida industrialização como a Índia e China tem-se assistido a um aumento muito elevado da poluição atmosférica.
 

Segundo a OMS a redução da poluição atmosférica poderá salvar milhões de vidas. No fim deste ano a OMS irá publicar diretrizes de qualidade do ar interior na combustão nos lares, bem como dados dos países sobre a exposição à contaminação do ar exterior e interior e mortalidade relacionada. Serão também atualizadas as medições da qualidade do ar em 1.600 cidades em todo o mundo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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