Poluição atmosférica associada a perturbações respiratórias durante o sono

Estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”

24 junho 2010
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A poluição atmosférica está associada a perturbações respiratórios durante o sono, revela um estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.

 

A apneia do sono é a mais grave perturbação respiratória que ocorre durante o sono, sendo caracterizada por paragens periódicas e frequentes da respiração, com duração superior a 10 segundos. Esta perturbação, que provoca a fragmentação do sono e altera a sua qualidade, é o resultado de um excessivo relaxamento dos músculos ou, simplesmente, de um relaxamento normal que pode agravar uma obstrução prévia, impedindo a passagem do ar. Em muitos casos, os doentes não se apercebem de que sofrem desta doença, que pode contribuir para o desenvolvimento de doença cardiovascular e de acidente vascular cerebral.

 

Para este estudo, os investigadores da Harvard School of Public Health e do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, analisaram os dados do Sleep Heart Health Study, que tinha examinado a saúde do coração e os padrões de sono de mais de 6.000 pessoas entre 1995 e 1998. Posteriormente, estas informações foram comparadas com dados da poluição atmosférica de sete cidades americanas, nomeadamente de Nova Iorque, fornecidos pela Environmental Protection Agency (EPA).

 

Após terem analisado os dados de 3.000 pessoas e terem ajustado alguns factores como a idade, sexo e temperatura, os investigadores descobriram que os incidentes de apneia de sono e de baixos níveis de oxigénio durante o sono aumentavam à medida que temperatura subia durante as estações do ano. Os distúrbios respiratórios do sono também aumentavam durante o Verão, altura em que a poluição atmosférica é mais acentuada.

 

Em declarações ao sítio HealthDay, a co-autora do estudo Antonella Zanobetti revelou que a concentração de partículas no ar “pode influenciar o sono devido aos efeitos que produz no sistema nervoso central e nas vias aéreas superiores”. Estes novos dados sugerem que “a redução da exposição à poluição atmosférica pode diminuir a gravidade dos problemas respiratórios que ocorrem durante o sono”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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