Poluição atmosférica acelera declínio cognitivo

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

16 fevereiro 2012
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A exposição crónica à poluição atmosférica pode acelerar o declínio da função cognitiva nas mulheres idosas, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

Para o estudo, os investigadores da Rush University Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 19.000 mulheres que tinham entre os 70 e 81 anos de idade.

 

Para além da análise da qualidade do ar, obtida a partir dos dados recolhidos pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), os investigadores submeteram as participantes a testes para a medição das suas capacidades de memória e raciocínio.

 

O estudo revelou que tanto a exposição a partículas ambientais finas, menos de 2,5 micras de diâmetro, como as partículas ambientais mais grossas, entre 2,5 e 10 micras de diâmetro, estavam associadas com o declínio cognitivo das mulheres.

 

“As mulheres expostas a elevados níveis de partículas ambientais apresentavam um maior declínio cognitivo, durante os quatro anos do período de acompanhamento”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Jennifer Weuve.

 

O estudo apurou que por cada aumento de 10 microgramas por metro cúbico na concentração das partículas ambientais, as mulheres envelheciam mentalmente dois anos, “o que tem um impacto tremendo”, disse a investigadora.

 

“Mas ao contrário de outros fatores que estão envolvidos na demência, a poluição do ar é única, porque podemos intervir em grande escala, através de políticas, regulamentações e tecnologia. Assim se estes resultados se confirmaram, a redução da poluição será um meio de reduzir o declínio cognitivo e a demência”, revelou Jennifer Weuve.

 

Estudos anteriores verificaram que a exposição à poluição atmosférica estava associada com o aparecimento de doenças cardiovasculares. Assim, a associação entre a exposição à poluição atmosférica e o declínio cognitivo nas mulheres pode ser explicada pelo impacto da poluição na saúde cardiovascular. É possível que as partículas ambientais atinjam o cérebro, conduzindo à inflamação e podem, potencialmente, despoletar as alterações microscópicas que marcam o início da doença de Alzheimer, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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