Políticos não devem ter cara de bebé

Estudo analisa competência

13 julho 2005
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Na política, ser competente não chega. Também é preciso ter cara disso.
 

 

 

A possibilidade de um candidato político com «cara de competente» ganhar uma eleição é muito grande. Mas a probabilidade aumenta ainda mais quando os seus adversários têm traços faciais mais «doces».
 

 

 

Embora seja sempre aconselhável não se deixar enganar pelas aparências, a maior parte das decisões sobre uma pessoa baseiam-se em impressões superficiais do seu aspecto, segundo um estudo divulgado pela revista Science.
 

 

Essas impressões, segundo uma equipa de psicólogos da Universidade Brandeis, ajudaram a prever o resultado em 70 por cento dos casos nas últimas eleições para o Senado americano.
 

 

«Embora o estudo não esclareça o que significa ser competente (...) acredita-se que as pessoas com cara de bebé não tenham essa qualidade», explicou às agências internacionais Leslie Zebrowitz, uma das investigadoras e pioneiras do estudo das implicações da aparência facial.
 

 

Segundo Zebrowitz, não importa qual o género ou a origem étnica, as pessoas com cara de bebé partilham características como cara arredondada, olhos grandes, nariz pequeno, testa larga e queixo pequeno.
 

 

Já as feições duras são relacionadas com a competência e, «com muita frequência, acredita-se que os adultos com traços infantis são ingénuos, submissos e fracos», acrescentou.
 

 

No entanto, a investigadora ressaltou que estudos realizados por outros psicólogos e sociólogos demonstraram que os homens com cara infantil são, de facto, mais inteligentes, mais educados e mais decididos; até ganham mais medalhas militares do que os que parecem ser mais maduros.
 

 

Segundo Zebrowitz, o estudo no campo das impressões faciais, além das políticas, tem grandes implicações comerciais e sociais. «Os dados sugerem que não necessariamente elegemos melhores líderes, pessoas que, de facto, sejam mais competentes, mas pessoas que aparentam sê-lo».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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