Políticas públicas devem promover participação ativa dos idosos

Defende o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

31 julho 2014
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As políticas públicas dirigidas aos idosos devem promover a sua participação ativa na sociedade e criar condições para a prestação de cuidados adequados a esta população, defende o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que por iniciativa própria, a CNECV elaborou um parecer sobre “as vulnerabilidades das pessoas idosas, em especial das que residem em instituições”, em que apresenta 15 recomendações dirigidas “aos poderes públicos e à sociedade em geral”.
 

“As políticas públicas devem ser orientadas para a realização do bem integral e para a participação ativa da pessoa idosa na vida social, criando condições e apoiando a prestação de cuidados adequados aos idosos que escolham e possam permanecer na sua residência ou quando acolhidos pelos seus filhos ou outros familiares”, defende o Conselho de Ética.
 

O Conselho refere que a “especial vulnerabilidade” dos idosos poderá ser acentuada pelo afastamento dos familiares, a deslocalização, o abandono dos seus objetos pessoais e rotinas, sendo fundamental promover o equilíbrio entre o respeito pela autonomia e a ajuda na dependência.
 

O Conselho de Ética recomenda assim que as políticas para os idosos “não sejam de teor meramente assistencial, mas orientadas para as condições de realização do seu bem integral”. É também sugerido a elaboração de um programa de apoio às famílias que cuidam ou desejem cuidar dos seus idosos e que seja reconhecido o direito do idoso a aceitar ou recusar receber cuidados de saúde.
 

O Conselho de Ética defende ainda a aprovação de um “Estatuto dos Idosos” e a criação de comissões de proteção das pessoas idosas.
 

No parecer, o CNECV refere que “a crise económica e a incapacidade de reverter os défices orçamentais implicaram a diminuição do rendimento disponível das pessoas e algumas afirmações e atitudes envolveram a desvalorização” dos reformados, contribuindo para a “instalação de estereótipos e preconceitos”.

 

“A abordagem desta fase da vida de uma pessoa não pode ser reduzida à perceção de que é um encargo, um problema social a que é preciso dar solução prestando-lhe assistência”, adverte.
 

É ainda referido que os progressos que se manifestam no aumento da esperança média de vida estão igualmente associados à identificação de uma fase caraterizada por uma progressiva perda de capacidades e pela gradual diminuição da autonomia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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