Pólipos nasais: identificado possível marcador

Estudo publicado apresentado no Fórum Internacional de Alergia e Rinologia

14 junho 2016
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Investigadores americanos identificaram um possível marcador para os pólipos nasais ao terem associado níveis elevados de um tipo de leucócitos, os eosinófilos, ao reaparecimento de pólipos removidos através de cirurgia, dá conta um estudo apresentado no Fórum Internacional de Alergia e Rinologia de 2016.
 

O estudo realizado pelos investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, pode conduzir ao desenvolvimento de um simples teste sanguíneo capaz de detetar o crescimento precoce de pólipos na sinusite, acompanhar a progressão da doença, assim como desenvolver e monitorizar tratamentos para uma condição comum, muitas vezes problemática, conhecida por rinossinusite crónica com polipose nasal.
 

A rinossinusite crónica é um estado crónico de inflamação e inchaço dos seios e fossas nasais, que conduzem o fluxo de ar e fluidos. Ao longo do tempo, alguns pacientes vão desenvolver pólipos que conduzem à inflamação grave, congestão e secreção nasal excessiva. Muitas vezes, esta condição leva ao agravamento da asma ou de sintomas semelhantes à asma.
 

Os médicos podem recomendar a remoção de pólipos para facilitar a respiração, mas os pólipos muitas vezes voltar a crescer. A capacidade de detetar o reaparecimento através de um teste sanguíneo poderia facilitar o diagnóstico destes pacientes.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, contaram com a participação de 61 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 77 anos que sofriam de rinossinusite crónica com pólipos nasais que já tinham cirurgia agendada para a sua remoção. Cinquenta e oito pacientes também sofriam de asma.
 

Os investigadores recolheram amostras de sangue e analisaram as tomografias de pacientes antes da cirurgia. Os pacientes foram acompanhados após a cirurgia, tendo sido retirada outra amostra de sangue e realizada uma endoscopia nasal. O tamanho dos pólipos nasais foram medidos e determinados através da endoscopia nasal. Os pacientes foram acompanhados ao longo de três a 12 meses após a cirurgia de forma a verificar se os pólipos voltavam a aparecer.
 

Os pólipos nasais contêm vários componentes biológicos associados à inflamação, incluindo eosinófilos, mastócitos e imunoglobulinas. Uma vez que os eosinófilos aumentam a inflamação e acumulam-se nas vias aéreas dos pacientes com asma, os investigadores decidiram analisar se os níveis de eosinófilos fora dos pólipos no sangue circulante poderiam ser indicadores do crescimento de pólipos nasais.
 

Antes da cirurgia foram detetados uma média de 807 eosinófilos/mm3. Este nível desceu para 200 eosinófilos/mm3 dois meses após os pólipos terem sido retirados. Ao longo dos nove meses seguintes, observou-se que a quantidade de eosinófilos aumentou para 338, provavelmente devido ao reaparecimento dos pólipos nasais.
 

Posteriormente, os investigadores verificaram que havia uma correlação entre os níveis de eosinófilos e o tamanho dos pólipos, medidos antes e após a cirurgia.
 

Apesar de estes resultados serem promissores, os investigadores referem que são necessários mais estudos para verificar se existe de facto uma relação causa-efeito entre eosinófilos e pólipos nasais.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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