Polifenóis aumentam longevidade

Estudo publicado no “Journal of Nutrition”

14 outubro 2013
  |  Partilhar:

Uma dieta rica em polifenóis aumenta a longevidade dos idosos, dá conta um estudo publicado no “Journal of Nutrition”.
 

Os polifenóis são compostos naturais encontrados em grande quantidade em frutas, vegetais, café, chá, frutos secos de casca frija e cereais. Mais de 8.000 compostos fenólicos foram identificados, até à data, em plantas. É do conhecimento comum que os polifenóis têm propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e anticancerígenas.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Barcelona, em Espanha, em colaboração com investigadores italianos e americanos, contaram com a participação de 807 indivíduos com 65 anos ou mais de idade, que foram acompanhados ao longo de 12 anos.
 

O efeito da dieta rica em polifenóis foi analisado através de um biomarcador nutricional, a concentração urinária de polifenois  totais. Na verdade este foi o primeiro ensaio em que a medição deste marcador foi utilizada em estudos clínicos ou epidemiológicos.
 

Um dos autores do estudo, Andrés Lacueva, explica que o desenvolvimento e a utilização deste tipo de marcadores permite fazer uma estimativa mais objetiva e precisa da ingestão de compostos, uma vez que a análise não se baseia apenas nas respostas obtidas através de questionários, os quais estão altamente dependentes da memória dos participantes. Os biomarcadores nutricionais têm em conta a biodisponibilidade e as diferenças entre os indivíduos. De acordo com o especialista, esta metodologia torna a avaliação da associação entre o consumo de alimentos e mortalidade ou risco de doença mais precisa.
 

O estudo apurou que a mortalidade foi reduzida para 30% nos participantes que tinham uma dieta rica em polifenóis (>650 mg/dia) comparativamente com aqueles que tinham uma baixa ingestão destes compostos (<500 mg/dia).
 

“Estes resultados corroboram a evidência científica que sugere que as pessoas que consomem dietas ricas em frutas e vegetais apresentam um menor risco de desenvolvimento de várias doenças crónicas e de mortalidade no geral”, referiu, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Raúl Zamora Ros.
 

O especialista chama ainda atenção para a importância da utilização dos biomarcadores nutricionais na avaliação do consumo de alimentos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.