Pólenes: há cada vez mais e a produção começa mais cedo

Estudo nacional

19 abril 2016
  |  Partilhar:

Em Portugal, a produção de pólenes está a aumentar e as pessoas mais sensíveis começam a sentir os sintomas cada vez mais cedo, segundo um estudo nacional que avaliou as mudanças registadas nos últimos 12 anos.
 

O coordenador da Rede de Aerobiologia da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), Carlos Nunes, revelou à agência Lusa que, com base nos resultados do estudo “Avaliação Aerobiológica durante 12 anos em Portugal”, as alterações climáticas estão a alterar o período de polinização e “começa a haver uma polinização mais cedo”.
 

As plantas estão a alargar o período de polinização, para sobreviverem e manterem as espécies, mas também a aumentar a quantidade de pólenes produzidos, o que faz com que as pessoas mais sensíveis sintam mais tempo os sintomas.
 

“Uma pessoa suscetível em vez de ter sintomas no início ou meados de abril, começa a tê-los nos finais de março”, referiu o especialista, sublinhando que “os sintomas começam a ser mais precoces e o período dos sintomas é ligeiramente mais extenso”.
 

Carlos Nunes explica que determinadas espécies que polinizavam nos finais de março, começam agora “a polinizar uma semana ou dez dias antes. Começa a haver sinais de que começam a produzir mais (pólen) e cada vez mais cedo”.
 

Esta mudança consta do estudo realizado pela SPAIC, que analisou as mudanças registadas no país nos últimos doze anos.
 

O estudo, que analisa apenas a situação em Portugal Continental será publicado este ano e, em 2017, deverá ser conhecido um outro estudo que tem em conta as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.