Polémica sobre eficácia dos preservativos

Preservativos são eficazes na prevenção da gravidez e HIV, mas faltam provas sobre as outras DSTs

26 julho 2001
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Usar preservativo funciona na prevenção da gravidez, bem como da infecção pelo HIV, o vírus da Sida, mas faltam provas da sua eficácia quanto ao impedimento da transmissão da maioria das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
 

 

Estas são as conclusões de um relatório recente elaborado pelos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos, as quais referem não existir provas que atestem a eficácia dos preservativos na prevenção das DSTs.
 

 

Por isso, alguns conservadores norte-americanos aproveitaram a ocasião para especular sobre o conteúdo das 30 páginas do relatório, dizendo que este teria aconselhado mais estudos sobre o assunto, bem como o uso de outros métodos de prevenção, como a abstinência.
 

 

Mas as autoridades de saúde pública negam toda este informação veiculada. E explicam que o relatório apenas refere a inexistência de estudos para averiguar a eficácia dos preservativos e não que estes sejam ineficazes, acrescentando serem de “vital importância contra as DSTs”.
 

 

Em resposta a esta pequena polémica, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA divulgaram um comunicado dizendo que os "preservativos masculinos em látex, quando usados correctamente e sempre, são altamente eficazes na protecção contra o HIV e podem reduzir o risco de outras doenças sexualmente transmissíveis".
 

 

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas do país, que integra os Institutos Nacionais de Saúde, divulgou o relatório compilado por uma equipa de 28 especialistas, que analisaram 138 estudos publicados sobre o uso do preservativo durante a penetração vaginal.
 

 

Para Timothy Schacker, membro da equipa de estudo e especialista em doenças infecciosas da universidade de Minnesota, "há falta de provas para que possamos emitir uma conclusão definitiva sobre a eficácia do preservativo". "Não quer dizer que sejam ineficientes. Na verdade, eu sei que não são ineficazes, mas também sei que são relativamente eficientes."
 

 

Vários responsáveis de associações de luta contra a Sida afirmaram à CNN não haver nenhuma informação nova e mostraram-se preocupados com as conclusões deste relatório, dizendo que este é um meio usado pelas autoridades para promover uma campanha pela abstinência.
 

 

"O risco de contrair qualquer doença através das secreções genitais…pode ser efectivamente reduzido com o uso consistente e correcto do preservativo," afirmaram. "Obviamente o preservativo não pode proteger aquilo que não toca. Mas pode proteger contra agentes infecciosos nas secreções genitais."
 

 

Um em cada cinco adultos dos EUA tem DST. Todos os anos, mais de 15 milhões de pessoas contraem infecções transmitidas sexualmente, muitas das quais sem diagnóstico.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fontes: Reuters e CNN
 

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