Polémica sobre campanhas publicitárias de pílula abortiva

A mifepristona “ataca” o mercado publicitário norte-americano

19 julho 2001
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Entre uma publicidade a uma água mineral e outra de dentífricos vem publicada numa revista nacional norte-americana um anúncio a uma substância abortiva denominada mifepristona ou RU-486. Esta substância foi legalizada nos EUA há 10 meses atrás.
 

 

 

Junto a uma figura de uma jovem pensativa pode ler-se no anúncio: "Tu tens o poder de decidir. E agora, tens um novo método seguro de aborto”.
 

 

 

Este anúncio faz parte de uma campanha nacional a grande escala, financiada por grupos privados pró-aborto, nomeadamente a National Abortion Federation,e já gerou a contestação de grupos anti-aborto.
 

 

A substância é comercializada nos EUA como método de terminar a gravidez até 49 dias após a última menstruação. Devido ao seu regime de administração rigoroso, bem como aos possíveis efeitos secundários do seu uso e à interdição a certos grupos de mulheres, este medicamento vem acompanhado por um Guia
 

 

Médico específico o qual informa a mulher de todos os inconevientes. A sua distribuição só pode ser feita por certos especialistas médicos, nunca em farmácias nem pela internet.
 

 

Os grupos anti-aborto acusam os publicitários de estarem a banalizar a substância, querendo fazê-lo passar por um produto comum do dia-a-dia, como uma pasta dos dentes. Por seu lado, os últimos argumentam que esta publicidade não tem nada de diferente dos anúncios a pílulas contraceptivas
 

ou preservativos. "Esta publicidade diz que não precisamos de nos sentir envergonhados(as) quanto à livre escolha do aborto", agrgumentam.
 

 

 

Os que estão contra esta campanha afirmam ainda que esta prova que o produto não está a ter o sucesso esperado e por isso necessita de publicidade. Os defensores da campanha afirmam, no entanto, que esta serve para levar mais mulheres a optarem por este método em vez das cirurgias abortivas mais perigosas.
 

 

 

 

A mifepristona foi inicialmente desenvolvida por cientistas franceses e oseu uso foi regulamentado em França pela primeira vez. Hoje em dia é legal na Europa, EUA e China.
 

 

 

 

Helder Cunha Pereira
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

 

Fonte: CNN
 

 

 

 

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