Polémica sobre as células estaminais embrionárias com fim à vista

Células das mucosas nasais podem ser o futuro

07 abril 2005
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Células adultas extraídas de mucosas nasais poderão ter o mesmo potencial para tratamentos médicos que células estaminais provenientes de embriões humanos, anunciaram investigadores australianos financiados em parte pela Igreja Católica do país.
 

 

A descoberta poderá constituir uma alternativa à utilização de embriões humanos em investigações no domínio terapêutico, uma prática combatida por motivos bioéticos, nomeadamente pela Igreja Católica.
 

 

Uma equipa de cientistas liderada por Alan Mackay-Sim, investigador na Universidade de Griffith, em Brisbane (nordeste da Austrália), anunciou ter conseguido cultivar uma grande variedade de células a partir de células adultas extraídas de mucosas olfactivas.
 

 

Essas células mostraram as mesmas propriedades que as células estaminais embrionárias que podem converter-se em células de todos os tipos, permitindo assim a «reconstrução» de nervos, do fígado, dos rins ou em tratamentos a lesões da espinal medula e a doenças degenerativas.
 

 

A escolha da mucosa olfactiva para a extracção destas células deve-se ao facto de serem susceptíveis de se renovar e formar novos neurónios durante toda a vida, podendo por isso ser utilizadas na reparação do sistema nervoso adulto, cuja capacidade de regeneração é limitada.
 

 

A utilização destas células adultas permite a realização de autotransplantes como já acontece em Portugal num estudo pioneiro desenvolvido com pacientes com lesões na medula tratados por uma equipa chefiada pelo neuropatologista Carlos Lima, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa. O trabalho da equipa de Carlos Lima começou há 15 anos, inicialmente com experiências em cobaias, mas desde Julho de 2001 mais de 40 pessoas, entre portugueses e estrangeiros, já foram submetidos a operações de autotransplante deste tipo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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