Polaco acordou de um coma de 19 anos

Explicações da neurologista Teresa Paiva

14 junho 2007
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O homem polaco que acordou de um coma de 19 anos precisa de muito apoio neurológico e psicológico, porque terá grandes problemas de identidade pessoal e de relações com o meio que o rodeia, segundo a especialista portuguesa Teresa Paiva.
 

 

Um choque contra um vagão em 1988 atirou o ferroviário polaco Jan Grzebski para um coma até agora, como noticiou no final da semana passada a cadeia de televisão Polsat. Quando ficou em coma, a Polónia ainda era um país comunista e hoje já faz parte da União Europeia. A nível pessoal também houve mudanças e Grzebski tem agora 11 netos.
 

 

Para a neurologista Teresa Paiva, um coma tão prolongado causa muitos problemas de identidade pessoal. "Além de apoio psicológico ou até psiquiátrico, muito provavelmente vai necessitar de apoio neurológico", comentou a especialista.
 

 

Controlo das necessidades fisiológicas, a parte respiratória e alimentar são algumas das questões que têm de ser reaprendidas, lembrando Teresa Paiva que, durante o coma, toda a alimentação é artificial e não há mastigação. Andar é outra das acções "complexas" e que tem de voltar a ser adquirida. "No fundo é ensinar o corpo inteiro a funcionar doutra maneira. Durante o coma, a pessoa não reage a qualquer estimulação externa e, quando volta a acordar, tem de aprender a reagir. É como uma grande cambalhota", comparou.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet

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