Poderão os olhos prognosticar a doença de Alzheimer?

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

22 março 2019
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A presença de níveis reduzidos de proteína amiloide-beta e tau no fluído ocular foi fortemente associada a níveis cognitivos também reduzidos, indicou um novo estudo.
 
Como se sabe, os índices de proteína amiloide-beta e de tau constituem biomarcadores da doença de Alzheimer. É essencial que o diagnóstico da doença e tratamento sejam feitos antes de os sintomas da doença se evidenciarem. Quando tal não sucede, os tratamentos atuais já não surtem um efeito significativo.
 
O estudo, que foi liderado por investigadores do Centro Médico de Boston, EUA, foi o primeiro a associar os níveis daquelas proteínas nos olhos ao estado mental. 
 
Para o estudo, os investigadores usaram amostras de fluído dos olhos de 80 pacientes que tinham marcado uma cirurgia ocular. O fluído ocular extraído neste tipo de cirurgia é normalmente deitado fora. 
 
Os investigadores analisaram o fluído ocular para determinar os níveis de beta-amiloide e de tau. Posteriormente, correlacionaram os resultados obtidos com um teste cognitivo efetuado no início do estudo. 
 
Foi observado que os pacientes que apresentavam baixos níveis daquelas proteínas no fluído ocular estavam associados, de forma significativa, a resultados também mais baixos nos testes cognitivos.
 
Estes achados sugerem que os índices daquelas proteínas poderão conduzir a um teste acessível para prognosticar a doença de Alzheimer. A punção lombar, que é o método atualmente empregue para avaliar os índices de beta-amiloide e tau, é cara e inconveniente para muitos pacientes.
 
Os resultados confirmam os de estudos anteriores que sugeriam que os pacientes com doenças oculares corriam o risco de desenvolver doença de Alzheimer.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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