Pneumonia atípica já matou 40 pessoas em Hong Kong

Oito pessoas morreram no fim-de-semana

13 abril 2003
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A pneumonia atípica matou mais oito pessoas este fim-de- semana em Hong Kong, elevando para 40 o número total de mortes devido à Síndroma Respiratória Aguda (SRA), o que levanta receios de o vírus estar a tornar-se mais mortal, noticia hoje a imprensa local.
 

 

Ontem, a Síndroma Respiratória Aguda (SRA), também conhecida por pneumonia atípica, vitimou um recorde de cinco pessoas, após as autoridades de Hong Kong terem divulgado um balanço de mais três mortos no sábado, fazendo o número total de mortes ascender a 40.
 

 

O número de novos casos de infecção somou, neste últimos dois dias, mais 91, ascendendo os casos acumulados a 1.150, dos quais 223 já estão curados, num território cuja população ronda os sete milhões de habitantes.
 

Seis das oito últimas vítimas da SRA registadas em Hong Kong têm entre 35 e 52 anos e, ao contrário da esmagadora maioria das vítimas até à data, além de não serem idosos, não têm um historial de doenças crónicas.
 

 

Especialistas da antiga colónia britânica dizem que é cedo para tirar conclusões em relação à possibilidade da mutação do vírus num tipo mais mortal, referindo que a doença foi diagnosticada tarde, no caso dos adultos jovens que faleceram nestes dois últimos dias.
 

 

Os especialistas de Hong Kong consideram que a nova descoberta feita por cientistas no Canadá, que descodificaram o genoma do vírus da doença - o coronavírus -poderá ajudar a fazer um diagnóstico «mais sensível», permitindo detectar mais cedo a pneumonia atípica que já matou pelo menos 130 pessoas no mundo e infectou cerca de 3.300.
 

 

Nos próximos dias começa a ser aplicada uma nova medida no aeroporto internacional de Hong Kong, para evitar o surto da SRA pelo mundo: a medição da temperatura dos passageiros de partida para detectar possíveis casos de infecção.
 

O executivo decidiu também submeter a um regime de quarentena de 10 dias todos aqueles que coabitem com doentes infectados pela doença.
 

 

Fonte: Lusa
 

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