Pneumonia atípica está a alastrar

Epidemia poderá ter chegado à Europa

17 março 2003
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A pneumonia atípica que começou na China e no Vietname terá chegado já à Europa. E chegou comprovadamente ao Canadá, Hong Kong, Indonésia, Filipinas, Singapura e Tailândia, segundo relatórios recebidos pela Organização Mundial de Saúde. Até agora já morreram nove pessoas e há centenas de doentes.
 

 

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recebeu registos de 150 casos. Desde Fevereiro foram detectados 305 casos na província de Guangdong (Cantão), no Sul da China, dos quais cinco vieram a falecer.
 

 

Em Toronto (Canadá) dois membros de uma família que tinha estado em Hong Kong vieram a falecer, e há mais seis casos diagnosticados naquele país. Uma enfermeira vietnamita de Hanoi morreu no sábado, depois de ter tratado um homem de negócios americano de origem chinesa, de 48 anos, que tinha estado na China e que também faleceu. Em Hanoi houve 43 casos, 11 dos quais tiveram de ser hospitalizados.
 

 

Em Hong Kong cinco novos casos foram ontem diagnosticados, o que eleva para 49 o número de doentes. Taiwan já declarou três casos e Singapura registou cerca de uma dezena.
 

 

A OMS considera que esta nova forma de pneumonia virulenta constitui uma ameaça para a saúde à escala planetária. Testes efectuados nos laboratórios mais reputados ainda não conseguiram descobrir o agente causador da pneumonia.
 

 

Os aeroportos europeus começaram a tomar medidas de precaução. Em Viena foi instalado um dispositivo de informação e prevenção pelas autoridades aeroportuárias _ que consta da distribuição de panfletos com os sintomas da doença, em inglês, alemão e francês _ e em Paris, no aeroporto de Paris-Roissy, cartazes em várias línguas foram colocados nos terminais de chegada dos passageiros provenientes da Ásia.
 

 

O primeiro aviso da OMS registou-se na quarta-feira, quando a organização emitiu um alerta global para prevenir as autoridades sanitárias de todos os países.
 

 

Em Portugal, os peritos reuniram-se sexta-feira na Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a organização já emitiu comunicados para os médicos sobre as características da doença, tal como o DN ontem noticiou. A DGS vai aumentar a capacidade para a vigilância epidemiológica clínica e laboratorial e reforçou a linha telefónica de informações (808211311). Até agora, nenhuma unidade de saúde portuguesa identificou qualquer doente suspeito. Os sintomas são febre alta, dores musculares, tosse e falta de ar. Em certos casos existe insuficiência respiratória.
 

 

A DGS lembra aos médicos que o tratamento deve incluir «antimicrobianos para agentes habituais e atípicos».
 

 

Fonte:Diário de Notícias
 

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