Plataforma Multissectorial Europeia sobre Cancro do Pâncreas

Apresentada no Ipatimup

17 novembro 2015
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A Plataforma Multissectorial Europeia sobre Cancro do Pâncreas, desenvolvida para chamar a atenção sobre este tumor maligno, foi apresentada na semana passada a propósito do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (Ipatimup), no Porto.
 
A plataforma, desenvolvida há cerca de um ano, é composta por um grupo de fundações, universidades, centros nacionais de registos, investigadores, cirurgiões, epidemiologistas, oncologistas, médicos de família, representantes dos doentes, membros do Parlamento Europeu do Movimento Contra o Cancro e membros da direção-geral da saúde da União Europeia, de gastrenterologistas e da indústria farmacêutica, explicou à agência Lusa Vítor Neves, da Europacolon, uma das associações que pertence a este movimento mundial.
 
A Plataforma Multissectorial Europeia sobre Cancro do Pâncreas foi apresentada no auditório do Ipatimup, no Porto, durante a conferência denominada “Perspetivas futuras, a atualidade e áreas de incerteza no cancro do pâncreas”, uma iniciativa do Ipatimup e da Europacolon para assinalar o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas em Portugal.
 
A plataforma tem como objetivo “aumentar os níveis de prevenção, elaborar um registo oncológico relativamente ao cancro do pâncreas, identificar entidades onde existam ensaios clínicos e identificar os centros de tratamento”, explicou Vítor Neves, sublinhando que, se houver um maior controlo através dos médicos de família no sentido de reduzirem o tempo entre os exames de rotina, aumenta-se a prevenção, que é o meio ideal para controlar a doença.
 
O registo de cancro do pâncreas em Portugal está a aumentar, com 1.400 novos casos por ano, e a taxa de sobrevivência global aos cinco anos deste tumor maligno é de apenas 5%, indica a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.
 
A predisposição familiar para o cancro do pâncreas é um fator de risco, assim como o tabagismo crónico, que aumenta duas a três vezes a probabilidade de haver cancro do pâncreas, a ingestão de gorduras, a obesidade e o sedentarismo.
 
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, a dor ou desconforto abdominal, falta de apetite, emagrecimento e cansaço são também indicadores a ter em atenção.
 
O cancro do pâncreas é, de todos os cancros, o que tem a taxa de sobrevivência mais baixa e, sem melhorias no diagnóstico, prevê-se que venha a tornar-se a segunda principal causa de morte por cancro em 2030.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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