Plataforma digital de rastreio da retinopatia diabética desenvolvida

Estudo do INESC TEC e outras entidades portuguesas e estrangeiras

12 junho 2017
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Investigadores do Porto estão a coordenar um projeto que visa desenvolver uma plataforma digital de rastreio da retinopatia diabética, "a principal causa de cegueira no mundo industrializado", de forma a auxiliar os médicos e a atacar mais rapidamente a doença.
 
Segundo apurou a agência Lusa, esta plataforma de análise de imagem vai permitir, assim, "um tratamento precoce e mais eficaz, para uma população diabética mais alargada", disse Aurélio Campinho, responsável pelo Centro de Engenharia Biomédica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), entidade que coordena o projeto a nível nacional.
 
Para tal, a plataforma, que estará disponível aos oftalmologistas, vai incorporar tecnologias de informação e comunicação, para avaliar a qualidade das imagens recolhidas do fundo ocular dos pacientes, detetar as imagens normais e atribuir um grau de severidade à patologia, auxiliando assim o trabalho no processo de decisão.
 
De acordo com Aurélio Campinho, é exigido um "elevado esforço" aos oftalmologistas na análise das diversas imagens de cada paciente, visto que "muitas não apresentam sinais de qualquer patologia (cerca de 75%) e outras não têm uma visibilidade adequada, o que não permite avaliar (cerca de 5% do total)".
 
"A diabetes é uma doença com um crescimento galopante a nível mundial e uma das suas complicações mais comuns é a retinopatia diabética (RD)", referiu o professor, acrescentando que "apesar de se estimar que cerca de 50% dos diabéticos tipo 2 e de 70% tipo 1" venham a desenvolver a doença, "esta pode ser evitada com tratamento precoce, se diagnosticada numa fase inicial".
 
Esta plataforma, que se prevê concluída em 2020, está a ser desenvolvida para o rastreio de retinopatia diabética, no entanto, segundo Aurélio Campinho, o conceito pode ser alargado para outras situações de rastreio, como o do cancro pulmonar ou do colorretal.
 
Para além do INESC TEC, participam neste projeto a Carnegie Mellon University (coordenador geral do projeto), dos Estados Unidos, a Universidade de Aveiro, a ARS-Norte e a empresa BMD Software, com a colaboração do Centro Hospitalar de São João e da First Medical Solutions.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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