Plaquetas: produção em grande escala a partir de células estaminais

Estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”

18 fevereiro 2014
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Investigadores japoneses encontraram uma forma de criar plaquetas sem necessidade de recorrer ao sangue doado, um avanço que poderá terminar com a escassez de oferta e garantir o tratamento das pessoas que necessitam da sua transfusão, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”.
 

As plaquetas, cuja função primária é prevenir as hemorragias, são vitais para o tratamento de várias formas de trauma e doenças do sangue. O fornecimento de plaquetas, que têm um tempo de vida curto e têm de ser mantidas à temperatura ambiente, é muitas vezes insuficiente para satisfazer as necessidades clínicas.
 

Apesar da transfusão de plaquetas não necessitar que haja tipicamente uma compatibilidade imunológica entre os pacientes, as contínuas transfusões entre indivíduos incompatíveis pode conduzir a uma reação imunológica que pode fazer com que os pacientes não respondam à terapia.
 

De forma a tentar ultrapassar estas limitações, os investigadores da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram uma estratégia para obter plaquetas funcionais a partir de células estaminais pluripotentes induzidas. Estas células que podem ser geradas a partir de vários tipos de células conseguem diferenciar-se em qualquer tipo de células do organismo.
 

Neste estudo os investigadores, liderados por Koji Eto, manipularam geneticamente estas células de forma a transformá-las em linhas imortalizadas de células produtoras de plaquetas, chamados de progenitores de megacariócitos. Estes progenitores de megacariócitos são capazes de produzir grandes quantidades de plaquetas com uma capacidade de coagulação semelhante às plaquetas doadas. Ao contrário das plaquetas doadas, estas podem ser expandidas e armazenadas, através do seu congelamento, por um grande período de tempo.

 

“Conseguimos criar métodos para criar uma linha celular imortal de progenitores de megacariócitos que eventualmente contribuíra para a produção em larga escala ada plaquetas”, conclui Koji Eto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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